Desvalorização do Agrale 5000
O Agrale 5000 perde em média 10,1% do valor a cada ano de idade, do modelo 1998 ao 1994. Na Tabela FIPE de setembro de 2026, vai de R$ 29.277 em 1998 a R$ 19.123 em 1994.
O que aconteceu nos últimos 24 meses
De outubro 2024 a setembro 2026, o Agrale 5000 perdeu 4,4% do valor.
faixa dos anos-modelo variação mediana
Aqui cada ano-modelo entra em 100% no primeiro mês do gráfico, para que um 5000 de 1995 e um de 2023 possam ser comparados na mesma escala. A linha é a variação mediana; a faixa mostra que nem todos os anos se comportam igual: quando ela abre, é sinal de que uns anos-modelo seguraram o preço melhor do que outros. O eixo vertical não começa no zero: em dois anos a variação costuma ser de poucos por cento, e numa escala a partir do zero isso seria uma linha reta. Os valores estão escritos no eixo para não confundir a inclinação do desenho com o tamanho da queda.
Quanto vale hoje cada ano do 5000, de 1994 a 1998
faixa das versões de cada ano valor mediano
Cada ponto é um ano-modelo, com o valor que a Tabela FIPE dá para ele hoje. A faixa mais clara mostra a distância entre a versão mais barata e a mais cara daquele ano; a linha no meio é o valor mediano, que é o que a maioria dos exemplares vale. Não é uma projeção do futuro: é uma fotografia do que o mercado paga agora por um caminhão de cada idade.
São 5 anos-modelo do 5000 na tabela de setembro de 2026, lidos todos no mesmo dia. É por isso que a curva é confiável: ela não depende de lembrar quanto o carro custava há dez anos, nem de corrigir inflação. É o que o mercado brasileiro paga hoje, lado a lado, por dois caminhões com 4 anos de diferença entre eles.
- Do modelo 1998 ao 1994 vão 4 anos de diferença, que hoje têm 28 e 32 anos de uso. Um Agrale 5000 perde em média 10,1% do valor por ano: R$ 29.277 contra R$ 19.123.
- A maior queda de um ano para o outro está entre 1998 e 1997: 15,1% a menos por um único ano a mais de idade.
Todos os anos do Agrale 5000
Faixa de preços e número de versões de cada ano do caminhão Agrale 5000, segundo a Tabela FIPE de setembro de 2026. Escolha um ano para ver as versões e os valores.
| Ano | Faixa de preço | Versões |
| 1998 | R$ 29.277 | 1 |
| 1997 | R$ 23.068 a R$ 26.618 | 2 |
| 1996 | R$ 21.008 a R$ 25.021 | 2 |
| 1995 | R$ 19.435 a R$ 23.736 | 2 |
| 1994 | R$ 18.164 a R$ 20.081 | 2 |
Como usar isso na hora de comprar ou vender
Depreciação não é um detalhe do carro: na maioria das vezes é o maior custo de ter um. Ela costuma pesar mais no bolso do que combustível, seguro e manutenção somados nos primeiros anos, só que ninguém sente, porque não sai da conta todo mês. Sai de uma vez, no dia da revenda.
O trecho mais inclinado do gráfico é onde o dinheiro some mais rápido. Comprar logo depois dessa queda costuma ser o melhor negócio: quem pegou um 5000 já com alguns anos de uso deixou a parte pesada da conta para o primeiro dono e ainda tem pela frente um trecho de curva bem mais suave. Do lado de quem vende, vale o contrário: se o seu 5000 está prestes a cruzar um desses degraus, cada mês de espera custa dinheiro de verdade.
Repare também na faixa clara do gráfico. Quando ela é larga, as versões daquele ano valem coisas bem diferentes entre si, motor, câmbio e acabamento pesam muito nesse modelo, e vale conferir exatamente qual versão está no anúncio antes de fechar negócio. Quando a faixa é estreita, o ano importa mais do que a versão.
Um lembrete honesto: a Tabela FIPE é a média de preço pedido no mercado, não o preço que você necessariamente vai conseguir. Estado de conservação, quilometragem, histórico de manutenção, cor e região mudam o valor real para cima ou para baixo. Use estes números como régua, não como sentença.
Por que a Tabela FIPE serve para medir isso
A FIPE publica todo mês o preço médio de negociação de cada versão de cada ano-modelo. Como a tabela cobre 5 anos do 5000 ao mesmo tempo, dá para ler a depreciação de lado, comparando idades, em vez de esperar uma década acompanhando um carro só. O resultado é uma curva de 5 pontos construída com dados de um único mês, sem inflação para corrigir e sem memória para falhar.
A ressalva é justa: cada ano-modelo teve seu preço de lançamento e sua procura. A curva mostra o que o mercado paga hoje por caminhão de cada idade, o que é a melhor aproximação disponível mas não é promessa do que o seu vai valer em 2030.




